O debate infindável dos taxistas, motoristas de Uber e os consumidores: mais dicas para você

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A lei, ah a lei…temos que respeitá-la. Mas respeitar a lei era o que pediam os escravocratas antes da Lei Áurea. Eis o cerne da questão: qual é o critério para se mudar uma lei?

Hoje, por algum tempo, acompanhei ao vivo um pouco da movimentação de taxistas e defensores do Uber na AL-MG.

Em determinado momento, um taxista levantou o ponto fulcral: não sou contra o Uber, mas não podemos estar fora da lei.

Não posso concordar mais com ele. Contudo, não posso também deixar de pensar que a estabilidade jurídica não existe apenas em um único formato. Por exemplo: após a Lei Áurea, quebramos a lei escravocrata e nunca mais voltamos atrás. Pergunto ao leitor: estamos melhores ou piores do que na era da escravidão?

Tudo isto me leva a pensar: como é o mercado de táxis no Brasil? Qual sua estrutura? Como surgiu? Quando taxistas surgiram, no mundo, quem perdeu emprego? Nem sei se posso fazer a pergunta, mas lá vai: os que tinham carruagens e não podiam comprar carros, sei lá, perderam? Algo assim deve ter ocorrido.

No Brasil, não conheço estudos (quem quer que queira debater o tema seriamente, tem que conhecer) sobre o tema. Para os EUA, existem vários, imagino (um chute educado que, aposto, está correto).

Como economista, percebo o problema sob a ótica dos custos de transação e com os bons insights de Schumpeter. Leia, por exemplo, este texto, para saber um pouco sobre o tema. Conheça Chadbourne, um homem com boas relações com o poder e veja como ele é agredido por um inescrupuloso taxista, resultando em regulações. Bem, mas a história não poderia parar por aí. Note como a indústria de táxis, lá nos EUA, evolui no início do século XX.

Chadbourne’s rules lasted about a year before someone tried to change them. In 1890, a local businessman named Theodore Gurney challenged the Chadbourne Ordinance. Gurney was a classic startup-libertarian type who undercut the competition on price — and he felt that the new municipal rules were getting in the way. He vowed to take the case to the Supreme Court, but before that happened, Gurney Cab folded, largely because, the rumor went, it lured customers in with low prices and then added hidden fees.

A grande questão, como eu disse mais cedo neste blog (você, leitor novo, aproveite para conhecer um pouco…sou um ótimo cara para você citar, tenho facilidade em criar inimizades, sou muito chato, aproveite!), é entender a dinâmica da mudança institucional, não apenas a teoria e não apenas as palavras de ordem que se gritam por aí. Afinal, quem foi substituído pelo advento dos táxis regulamentados? No Brasil? No resto do mundo? A história precisa ser estudada. A discussão sobre o modelo regulatório no Brasil – ao menos uma referência – pode ser facilmente encontrada aqui (é uma dissertação bem interessante para quem deseja conhecer o problema do Brasil contextualizado no mundo). Nela, por exemplo, encontrei esta tabela (trecho).

taxiuber

Vou insistir: sem fazer a análise econômica das regras do jogo (Coase!), pesquisar a história do setor (North!) e sem usar a boa teoria econômica, a retórica fica vazia. Não basta apenas falar de “direito de escolha”. Não basta falar dos EUA ou do que dizia Bastiat.

É preciso um pouco mais e, claro, caso você tenha como, levante dados e tente descobrir padrões. O tema é muito interessante, polêmico e mostra que boa parte da população está vivendo termos econômicos de livro-texto como contestabilidade de mercados (Baumol!), destruição criativa (Schumpeter!) levando-nos, quem sabe, a uma sociedade menos emporiofóbica? Menos emporiofobia pode ser um resultado de uma sociedade em que o mercado sirva a todos, não apenas aos compadres (crony capitalism). [ou sua causa, ainda não sei…é o tema central de pesquisa em minha carreira ainda em andamento…^_^]

O que a Nova Economia Institucional tem a nos ensinar no caso do Uber?

Simples: trata-se de uma mudança institucional e, mudanças assim, exigem o conhecimento da história. Exemplo: como ocorreu, no Brasil, a mudança legal que permitiu o trabalho de taxistas sob aquisição de licenças? Quem perdeu? Quem ganhou? (ok, a Wikipedia é ruinzinha, mas ajuda a começar o dia pesquisando…)

Não tem estudo sobre isso e você quer defender/atacar um dos lados? Não passa nem em exame de Introdução ao Direito.

É, custos de transação são muito mais do que alguns pensam. Ronald Coase é muito mais do que uma foto na parede, amigo(a).

Olha aí:

Transaction Costs
The costs of resources utilized for the creation, maintenance, use, and change of institutions and organizations. They include the costs of defining and measuring resources or claims, the costs of utilizing and enforcing the rights specified, and the costs of information, negotiation, and enforcement.

Acha que é fácil entender isso sem olhar o contexto histórico? Pode tirar o cavalinho da chuva…

A economia política do Bolsa-Família

Mais um artigo se junta ao debate que já dura algum tempo, na literatura, desde nosso artigo de 2009. Desta vez, as conclusões do autor são-nos favoráveis. Acho que até o citei por aqui outro dia, mas esta é a versão final.

Gráficos na economia, choques tecnológicos e a produção de artigos científicos

Ari me envia este link, com um artigo (Graphs in Economics) do grande Robert Tollison (ele sempre tem artigos interessantes) e Ibrahim Demir. Eis o resumo.

This study explores how economists present their ideas and findings in journal articles with a particular focus on the use of graphs. The study analyzes producing economics articles within a production theory framework and develops an economics article production function, in which graphs and words are inputs. Analyzing the articles published in American Economic Review between 1911 and 2010, the study finds that number of words, time, editors, number of chart displays, number of equation lines, presence of female authors, and female-only authorship are the significant determinants of the use of graphs. The study also finds that graphs and words complement each other.

Não, você não leu errado: o tema é a função de produção de artigos de economia e seus insumos. Na minha opinião, é um estudo de história do pensamento econômico, já que trata de nosso principal periódico, o famoso AER, em praticamente toda sua história.

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Não sei você, leitor, mas acho interessantíssimo o tema. Afinal, dá para ver choques tecnológicos na produção de nossa atividade acadêmica. Adicionalmente, um modelo que eu nunca havia visto aplicado (ZINB) em um problema econométrico é exatamente o que se usa no artigo.

Ganhei minha tarde, academicamente falando.

Olha a indústria desenvolvendo…

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Não sei se rio com o Bresser ou se choro com o Mantega. Como nenhum deles mostrou um modelo econômico que justificasse, cada qual, sua posição quanto ao câmbio, fico desarmado. Mas lembro as palavras do primeiro, no Estadão, dia 15 último.

A grande maioria das empresas, com o câmbio a R$ 3,50, está competitiva. Prefiro R$ 3,60, mas se elas acharem que esse câmbio vai continuar mais ou menos nesse nível, vão investir para exportar ou vão substituir importações, de forma sadia. Volta a tornar as empresas competentes a serem competitivas. 

Agora, bem, estamos a R$ 3.60. Vamos aguardar.

A reindustrialização ocorrerá em 5, 4, 3, 2,…

Atualizando esta entrevista, publicada no último dia 15:

Com o dólar a R$ 3,50, o câmbio pode ajudar a economia? 

Ajuda muito. Como sou economista, acredito no mercado. A grande maioria das empresas, com o câmbio a R$ 3,50, está competitiva. Prefiro R$ 3,60, mas se elas acharem que esse câmbio vai continuar mais ou menos nesse nível, vão investir para exportar ou vão substituir importações, de forma sadia. Volta a tornar as empresas competentes a serem competitivas. A tragédia de 1990 foi que as boas empresas brasileiras deixaram de ser competitivas internacionalmente. Alguns dizem que a culpa é das empresas, porque a produtividade caiu. É verdade, a produtividade da indústria caiu bastante, especialmente nos anos 2000, mas caiu por quê? Porque não se investe. E por que não se investe? Porque não há expectativa de lucro, pois o câmbio estava apreciado.

Eis os novos valores:

USD.BRL
2015-08-21   3.4837
2015-08-22   3.4716
2015-08-23   3.5015
2015-08-24   3.5015
2015-08-25   3.5248
2015-08-26   3.5529

Estamos próximos do novo ciclo de desenvolvimento de nossa indústria, heim?

bresseremmarcha

Não se pode ter tudo: custo de oportunidade entre minorias

Eu me lembro de um artigo do Eduardo Pontual Ribeiro, meu ex-professor, que mostrava um trade-off interessante. Era algo, se bem me recordo, assim: a cada R$ 1.00 adicional gasto na diminuição da desigualdade de gênero, você gerava mais desigualdade (supostamente) racial. E vice-versa.

Interessante é que isto é óbvio, pois você tem recursos escassos (alguém aí vai pagar mais impostos?) e tem que escolher prioridades. Obviamente, os interessados farão pressão (esperamos que apenas democráticas e sem corrupção) para que seu grupo seja o atendido.

Assim, não é sem alguma ironia que vejo esta pesquisa, feita para os EUA. De certa forma, os percentuais podem levar os formuladores de política a escolherem a alocação de recursos. Em outras palavras, se o eleitor mediano foi detectado (suponha) pelo Gallup, então os grupos de interesse que desejam que os impostos dos cidadãos daquele país sejam alocados na diminuição da desigualdade de gênero vão levar a melhor.

Dica R do Dia – O Ebook do R de Vitor Wilher e a relação entre R e Uber

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Vitor Wilher tem disposição para aprender que não preciso citar (basta ler o resto do parágrafo). Assim, ele conseguiu fazer um livro de exemplos de aplicações em R em tempo recorde. Está aqui e já estou morrendo de inveja dele, confesso.

Ele está de parabéns. Agora, uma analogia simples e correta

Novamente, barreiras ao ensino da Economia caem. Sim, eu sei. É igual ao Uber vs táxis: o dono do programa econométrico XXX ganhou dinheiro vendendo a licença para a faculdade e os alunos só podiam usar o pacote nos laboratórios. Aí veio o R, que o aluno pode obter sem pagar por alguma licença – mas com o custo de aprendizado internalizado ou melhor, como gostam alguns pseudo-pedagogos: individualizado (desculpa para vender besteiras começa com bons gestos orwellianos, ^_^) – e com tanto quanto (ou mais) recursos para o aprendizado de Econometria.

O que acontece? As prefeituras e governos estaduais interferem para que o R não seja mais disponibilizado no país? Não neste caso, por uma questão básica de arcabouço institucional distinto (agradeça ao livre mercado por gerar estes produtos malucos como o R, pois a internet é muito mais próxima de um mercado livre no conceito clássico do que um mercado de táxis). Não dá nem para políticos fazerem declarações quase não-humanas sobre os males que a inovação trazem para a sociedade.

Tal e qual no caso do Uber vs táxis, alguns alunos já acomodados em sua confortável zona (de conforto, claro!) não querem aprender o R, acusam o professor de maldade, de querer estragar suas vidas, de fazer tudo mais difícil, etc. São como clientes que já se acostumaram com táxis e não querem experimentar mais nada. Estão, poderíamos dizer, path-dependents (para usar uma outra analogia, desta vez, em honra a Douglass North) do modo antigo de se fazer econometria. O programa XXX tem problemas no algoritmo? Não importa. Importa é que é fácil e dane-se o R.

Outros alunos, contudo, experimentam o R, percebem que o programa lhes permite imprimir nos trabalhos sua marca individual, adicionando seu valor intrínseco (eu diria: idiossincrático) ao relatório (o que, como sabemos, costuma ser um fator diferenciador e, portanto, muito mais interessante na manutenção do próprio emprego e na construção da reputação profissional….ceteris paribus) e investem no uso do R.

O trabalho de econometria entregue é mais ou menos bem feito, mostrando um maior ou menor uso do R o que, claro, significa notas diferentes. Novamente: similar ao caso do Uber. Aqueles que não se empenham em experimentar todos os métodos de transporte também têm custos de oportunidade distintos e terminarão a semana ganhando mais ou menos com a combinação de viagens de táxis ou de Uber que escolheram.

Honestamente, qual a diferença entre Uber e R? Substancialmente, nenhuma. Detalhes? Alguns, mas nenhum que altere a conclusão genérica comum: a de que choques reais (é, você estudou ciclos reais comigo) ocorrem, são imprevisíveis e podem ser positivos.

Curiosidade econométrica: pontes entre bioestatísticos e econometristas

Lendo o livro do Glantz, Princípios de Bioestatística para tentar descansar um pouco (tive um dia que não parecia, mas foi mentalmente agitado), descobri que o que nós, economistas, chamamos de variável omitida em nossos modelos econométricos, os médicos chamam de variável de confusão.

Faz um certo sentido, já que a omissão de variáveis importantes gera mesmo uma confusão e tanto. Ah sim, o livro: Glantz, Stanton, A. (2012). Princípios de Bioestatística. McGraw Hill/Artmed.

Aulinha de japonês – cara de pau!

Curiosamente, não encontrei no clássico Locuções Tradicionais no Brasil, do falecido folclorista Cascudo, a “etmologia” do termo cara de pau. Todo mundo tem uma idéia do que significa, não? Tanto que falamos de passar óleo de peroba no rosto para expressar a mesma idéia de outra forma.

Agora, considere a expressão, em língua japonesa, 厚顔(こうがん、kougan)ou, de forma não-abreviada, 顔の皮が厚い(かおのかわがあつい、kao no kawa ga atsui). A primeira é uma abreviatura da segunda e poderíamos traduzir literalmente como “grosso rosto” ou melhor, “rosto grosso”. Como assim? Veja a segunda expressão que literalmente nos diz: a pele do rosto é grossa.

Significa exatamente a mesma coisa que em português, sem falar que a expressão é praticamente idêntica. Por que esta coincidência? Poderíamos especular que a expressão teria a ver com o intercâmbio cultural entre portugueses e japoneses em Nagasaki após a abertura forçada do país, mas não tenho conhecimento desta bela – mas provavelmente falsa – hipótese.

Prefiro pensar no aspecto biológico, ou seja, a cara do safado sequer muda, fica ali, fixa, mesmo com tudo acontecendo (e todas as evidências apontando para sua culpa). O mesmo fenômeno, lá ou aqui, pode ter gerado a mesma expressão.

Ok, não é Economia, mas é legal, né?

História Econômica do Brasil: a tipologia das colônias

Pois é. Um dos meus temas favoritos. Este texto do Leo e do Philipp é muito bacana. Uma verdadeira história do pensamento econômico focada nos conceitos de colônias de povoamento e de exploração que, não, não foram inventados por Caio Prado Jr.

Vai lá ler e depois comenta aqui. ^_^

Dois artigos legais com destaque para um sobre o Brasil

Um, com uma nova medida de corrupção (dados! Dados! Dados!) e outra discutindo incentivos econômicos nas administrações municipais brasileiras.

Sobre o segundo texto: como muitos leitores devem saber, em geral, o povo da esquerda é contra incentivos econômicos e o discurso (para inglês ver, mas é o discurso) vendido é que são métodos capitalistas e neoliberais implantados no setor público que não deveria ter lucros, nem pensar em custos, mas apenas no social.

Ok, mas eis o que diz parte do resumo deste segundo texto (negritos por minha conta):

The results suggest that, at least in the short and medium term, the implementation of results agreements is associated with significant and positive changes in outcomes in the security and education sectors. On average, states using team-level targets and performance-related pay have 15 fewer homicides per 100,000 inhabitants than those that do not, all else equal. Similarly, states that have introduced performance agreements and a bonus for teachers and school staff have improved their Basic Education Development Index score for public secondary schools by 0.3 additional points compared with the scores of states with similar characteristics. The conclusions are in line with the findings of in-depth impact evaluations and case study work in the education and security sectors (Bruns, Evans and Luque 2011, Milagres de Assis 2012). The paper does not analyze unit or team level data, which would be necessary to draw more rigorous conclusions about how results-based interventions affect the behavior of civil servants and outcomes over time. Therefore, the results should be interpreted with caution, as some of the assumptions behind the models cannot be examined with the available data.

Os autores são mais honestos do que a média dos manés que aparecem por aí vendendo soluções mágicas (veja o final do trecho acima). Neste caso, a honestidade só me faz olhar com olhos mais atentos e bondosos o trabalho deles.

Buchanan sobre Hayek

The “Hayeks” of the world are scarce; but with appropriate incentives there are many who can, and will, make significant contributions to the free society that we all must seek.

É, eu queria muito ter esta estatura intelectual (tanto do Buchanan, quanto do Hayek) mas, claro, aí eu seria um forte candidato ao Nobel. ^_^

Incapacidades das mães e pais

Queria saber onde, nos modelos econométricos que estimam os determinantes do ganho do sujeito no mercado de trabalho (ou seu desempenho escolar), está a variável referente a esta característica das mães e pais. É uma pergunta mesmo. Não tenho acompanhado esta literatura mas, sempre que vejo algum artigo, não vejo nada que se pareça com isto. Digo, suspeito que exista um viés de variável omitida em vários destes estudos.

Alguém aí pode me ajudar?

Momento Sapiciência Heterodoxa do Dia

Com o dólar a R$ 3,50, o câmbio pode ajudar a economia? 

Ajuda muito. Como sou economista, acredito no mercado. A grande maioria das empresas, com o câmbio a R$ 3,50, está competitiva. Prefiro R$ 3,60, mas se elas acharem que esse câmbio vai continuar mais ou menos nesse nível, vão investir para exportar ou vão substituir importações, de forma sadia. Volta a tornar as empresas competentes a serem competitivas. A tragédia de 1990 foi que as boas empresas brasileiras deixaram de ser competitivas internacionalmente. Alguns dizem que a culpa é das empresas, porque a produtividade caiu. É verdade, a produtividade da indústria caiu bastante, especialmente nos anos 2000, mas caiu por quê? Porque não se investe. E por que não se investe? Porque não há expectativa de lucro, pois o câmbio estava apreciado.

A entrevista é de 15 de Agosto de 2015. O que nos mostram os dados? Que as empresas brasileiras estão próximas do ponto de deslanche (não, não é “desmanche”).

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Quer mais? Olha os últimos valores.

2015-08-18  3.4844
2015-08-19  3.4782
2015-08-20  3.4754
2015-08-21  3.4837
2015-08-22  3.4716
2015-08-23  3.5015

Eu sei que o ex-ministro Mantega disse para você que quem apostar na taxa de câmbio desvalorizada vai quebrar a cara, mas o que estamos vendo aí é que o governo vem tentando seguir o que diz o outro ex-ministro.

Algumas perguntas, entretanto.

  1. Estamos mesmo competitivos com esta economia fechada?
  2. Qual é a taxa de câmbio ótima para um painel de ex-ministros da Fazenda? Só Mantega e Bresser nos dariam um intervalo deveras extenso.
  3. Será que existem fundamentos políticos (grupos de interesse, capitalismo de compadres) subjacentes a defesas aguerridas de alguns economistas por determinados valores específicos (na reta dos números reais, como diria um matemático) da taxa de câmbio?
  4. Acreditar no mercado significa acreditar no mercado apenas quando ele dá o resultado que você quer? Ou alguém precisa rever seu conceito de mercado?
  5. Episódios de crescimento econômico com controle inflacionário e redução de pobreza são acompanhados de desvalorizações cambiais, aumento de impostos de importação, barreiras tarifárias e políticas fiscais de insistentes déficits primários disfarçados por “contabilidade criativa”?

São perguntas heréticas, eu sei, mas sou um pecador que insiste em pensar em coisas assim, fora da caixa.

 

Lista lateral de blogs

Fazia tempo que eu não atualizava minha lista lateral de blogs (estou em falta com muita gente, claro, e também devo ter links “mortos” por lá). Mas há um que descobri recentemente, o blog do Flávio Comim, interlocutor de conversas virtuais (e nem sempre concordando, o que é bom, e sem maniqueísmos ideológicos, o que é melhor ainda).

Sim, ele está aqui.